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Escrito por Assessoria de Comunicação   
Qua, 28 de Julho de 2010 21:45

Direção da Busscar, poder público, credores, sindicato e trabalhadores perderam outra oportunidade de chegar a uma solução para salvar os empregos e o parque fabril da empresa. No Fórum Parlamentar Comunitário Permanente, realizado na noite de ontem (27), na Câmara de Vereadores de Joinville, representantes de classe acusaram a diretoria de se recusar a negociar a venda ou abertura de capital.

 

A direção da empresa, representada pelo diretor de manufatura Benedito Violanti, considerou natural a ocorrência de erros em uma administração que já soma 63 anos, aconteçam erros. O presidente da União dos Trabalhadores da Busscar, Esbaldini Testoni, culpou o governo federal pelo não pagamento dos créditos do IPI.

 

Discutiu-se a necessidade do sindicato da categoria, a diretoria da empresa e as três esferas de governo entrarem em negociação, com o intermédio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A Comissão Especial que analisa a situação da Busscar, presidida pelo vereador Adilson Mariano (PT), encaminhará na próxima reunião representação ao MTE e ao Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitando a mediação do impasse entre as partes. Dentro de 15 dias a comissão chamará os envolvidos para uma reavaliação da situação dos trabalhadores.

 

Diante do ataque das representações de classe à administração atual da empresa, Mariano, proponente do fórum, sugeriu ao presidente do Sindicato dos Mecânicos, João Brugmann, que exija a mediação do MTE e do MPT. “A solução viabilizada por eles pode ser desde a intervenção de um representante do governo até a eleição de uma comissão de fábrica que administre a empresa”, apontou o parlamentar. “O imprescindível é a manutenção dos postos de trabalho, independente de quem administre”.

 

Todas as partes envolvidas na crise na Busscar, bem como o poder público municipal, estadual e federal, e candidatos ao governo, foram formalmente convidadas para a discussão. Porém, apenas o governo do Estado, o Banco do Brasil, a CUT, o Sindicato dos Mecânicos, o Ministério do Trabalho e Emprego, a União dos Trabalhadores e a direção da empresa fizeram-se representar. Mariano questionou o motivo da ausência de trabalhadores na atividade. No plenário, não era possível contar nem 20 funcionários. “Talvez não tenham sido mobilizados, ou estejam cansados de tanta enrolação”, falou.

 

 

 

 

 

 

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